Teto de gastos e lucro anual: entenda a reestruturação financeira do São Paulo
Fundo de investimentos do Tricolor foi criado após aprovação no Conselho Deliberativo — intenção é reduzir dívidas
O São Paulo criou um fundo de investimentos para pagar suas dívidas, com planos de destinar cerca de R$ 240 milhões para esse fim.
Entre as medidas incluídas estão a limitação dos investimentos no futebol e a necessidade de lucro anual.
A proposta foi aprovada pelo Conselho Deliberativo com mais de 80% dos votos favoráveis e estabelece um teto de gastos de até R$ 350 milhões por temporada, com o valor disponível para investimentos no futebol sendo o menor entre 50% da receita bruta anual e a cifra mencionada.
Em 2023, apesar de ter conquistado a Copa do Brasil, o São Paulo apresentou um déficit de R$ 62,2 milhões, aumentando a dívida em R$ 80 milhões.
No ano anterior, foi registrado um superávit de R$ 37,4 milhões devido à arrecadação de bilheteria e vendas de jogadores.
O clube não pode gerar aumento da dívida, fazer novos empréstimos ou obrigações financeiras superiores a R$ 10 milhões sem aprovação do comitê de crédito do fundo.
Além disso, o fundo receberá verbas de diversas fontes de renda, como direitos de transmissão e patrocínios, e o São Paulo não poderá ceder ou usar as receitas futuras sem autorização do fundo.
A medida, chamada de "Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios São Paulo Futebol Clube", foi criada em parceria com empresas de investimentos e negócios esportivos, com o objetivo de aliviar as dívidas do clube e torná-lo mais competitivo a longo prazo.
O presidente Júlio Casares destacou a importância da reestruturação financeira para preparar o clube para seu centenário e competir com adversários mais poderosos financeiramente.
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