Rebeca Andrade comanda reação, e Brasil conquista medalha inédita nas Olimpíadas
Equipe começou a rotação pelas barras assimétricas e terminou no salto
A equipe brasileira de ginástica artística conquistou uma medalha de bronze nas Olimpíadas, liderada por Rebeca Andrade. Apesar de um início difícil, com quedas e pontuações baixas, a equipe se recuperou com a ajuda de Rebeca. Na final, apenas três ginastas competiram e nenhuma nota foi descartada.
Flávia e Rebeca competiram nos três aparelhos, Júlia Soares competiu no solo e na trave, enquanto Jade Barbosa competiu apenas no salto. A conquista da medalha de bronze foi histórica para a equipe brasileira.
Flávia Saraiva se machucou durante o aquecimento antes da apresentação nas barras assimétricas, sofrendo uma queda que resultou em um pequeno corte no supercílio. Apesar do susto, ela competiu normalmente, demonstrando incômodo com a dor e o curativo.
Flávia Saraiva teve um ótimo desempenho na trave, sendo o destaque do Brasil no aparelho. Sua apresentação foi segura, com movimentos precisos e poucos desequilíbrios. A comissão técnica discordou da nota recebida e solicitou uma revisão, mas o recurso foi indeferido e a pontuação permaneceu a mesma, o que foi uma decepção para a equipe brasileira.
No entanto, Júlia se recuperou em sua apresentação no solo, mesmo não alcançando a pontuação da classificação. Sua queda na trave foi um grande desconto, mas ela mostrou resiliência ao se equilibrar e terminar sua série com uma bela saída. Como estreante olímpica, Júlia Soares mostrou segurança em sua apresentação, encerrando ao som de 'Cheia de Manias'.
No tablado, Rebeca Andrade brilhou com uma série de alta dificuldade, melhorando a pontuação de execução em relação à classificação. Sua tradicional coreografia com três grandes hits resultou na melhor apresentação do Brasil na rotação. Como ponto alto da noite, a campeã olímpica no salto sobre a mesa, Rebeca, realizou um salto impecável, conquistando a maior nota da competição em todos os aparelhos com um impressionante 15.100. O Brasil terminou a rotação antes dos outros países, o que gerou momentos de tensão. Após o solo de Simone Biles, a confirmação veio: o Brasil conquistou o bronze inédito na ginástica artística feminina por equipes.
Notas do Brasil em todas as rotações:
As numerações em parêntese são a comparação entre a nota da final e a nota da classificação.
Barras assimétricas:
- Lorrane Oliveira - 13.000 (-0.233)
- Flávia Saraiva - 13.666 (-0.134)
- Rebeca Andrade - 14.533 (+0.133)
Trave:
- Júlia Soares - 12.400 (-1.400)
- Flávia Saraiva - 13.433 (+0.300)
- Rebeca Andrade - 13.133 (-1.367)
Solo:
- Júlia Soares - 13.233 (-0.267)
- Flávia Saraiva - 13.533 (+0.367)
- Rebeca Andrade - 14.200 (+0.300)
Salto:
- Jade Barbosa - 13.366 (-0.367)
- Flávia Saraiva - 13.900 (+0.734)
- Rebeca Andrade - 15.100 (+0.200)