• Mundo  •  30/07/2024  •  2 anos atrás

Protestos agravam incerteza na Venezuela

Oposição acusa Nicolás Maduro de manipulação eleitoral e comunidade internacional diverge sobre pleito

Protestos agravam incerteza na Venezuela

Os venezuelanos de todo o país protestaram contra uma eleição contestada, com a incerteza dos resultados em meio a alegações de fraude eleitoral. A eleição foi crucial para o futuro da Venezuela, com os jovens apoiadores da oposição ameaçando deixar o país se Nicolás Maduro fosse reeleito. A oposição desafiou o governo de Maduro de forma energizada, apesar das irregularidades no processo eleitoral, incluindo figuras da oposição detidas e venezuelanos no exterior impossibilitados de votar.

Apesar de ser formalmente declarado vencedor pelo órgão eleitoral alinhado ao presidente, a oposição rejeitou os resultados e líderes latino-americanos se recusaram a reconhecer a vitória de Maduro. O presidente Maduro, no poder desde 2013, busca um terceiro mandato consecutivo, enquanto a oposição unificada promete restaurar a democracia e reconstruir a economia abalada da Venezuela.

O país enfrenta uma crise econômica devastadora, levando milhões de venezuelanos a fugirem para o exterior em busca de melhores condições de vida. A eleição polarizou o país entre os seguidores do "Chavismo" de Maduro e a oposição, que busca mudanças profundas e a reconstrução do país.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou Nicolás Maduro como vencedor das eleições na Venezuela, com 51,2% dos votos contados. No entanto, a oposição contestou os resultados, afirmando que sua própria contagem mostrava que Henri Falcón tinha vencido, com mais de 6 milhões de votos. 

A oposição denunciou supostas irregularidades durante a contagem dos votos, incluindo a negação de acesso de suas testemunhas à sede do CNE. A presença limitada de observadores eleitorais, como o Carter Center, levou a pedidos de transparência na divulgação dos resultados.

A questão de transparência e justiça levou a discussões internacionais, com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelando para "total transparência" e independência do órgão eleitoral na Venezuela. O Carter Center chegou a cancelar a divulgação de um relatório sobre a lisura da disputa e retirou sua equipe do país. A controvérsia em torno dos resultados das eleições presidenciais venezuelanas intensificou a situação política no país.

A oposição acusou a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de interromper o envio de dados das assembleias de voto para o órgão central, o que impediu o processamento de mais votos. O governo de Maduro foi acusado de fraude eleitoral no passado, mas negou as acusações. 

O governo controla a maioria das instituições estatais, incluindo a CNE, que foi acusada em 2017 de manipular os números da participação eleitoral. A CNE negou essas alegações. 

Em Caracas, manifestantes marcharam pedindo liberdade, enquanto em todo o país, as pessoas batiam panelas em protesto, denunciando a repressão das forças de segurança. Soldados da guarda nacional reprimiram os protestos pacíficos com gás lacrimogêneo e cassetetes. Os manifestantes pediram paz para a Venezuela e seus familiares.