Presidente do TCU afirma: “Solução do governador para BR-163 evitou o atraso no desenvolvimento do Brasil”
Bruno Dantas também falou sobre a importância da rodovia para o resto do Brasil no escoamento de grãos
O presidente do TCU, Bruno Dantas, elogiou a transferência do controle da Rota do Oeste para a MT Par, afirmando que isso evitou atrasos no desenvolvimento do Brasil. A proposta, considerada ousada à época, foi fruto de um trabalho conjunto entre o Governo de Mato Grosso, o TCU, a ANTT e o Ministério dos Transportes. A BR-163, uma importante rodovia para o escoamento do agronegócio, estava sofrendo atrasos nas obras de duplicação, o que prejudicava o desenvolvimento do país e resultava em acidentes. A falta de mão de obra era um dos obstáculos para a conclusão das obras.
O governador Mauro Mendes ressaltou a importância da rodovia, chamando-a de espinha dorsal da agricultura brasileira. Após anos de busca por soluções viáveis, a concessão inédita permitiu investimentos de R$ 1,6 bilhão em melhorias na rodovia, visando oferecer mais segurança aos motoristas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região. No primeiro ano de concessão, foram entregues os primeiros 15 quilômetros da duplicação da rodovia, resultando em uma redução significativa no número de mortes.
Essa iniciativa foi elogiada por Bruno Dantas, que destacou a importância das obras para o estado de Mato Grosso e para o país como um todo. A ação conjunta entre os órgãos governamentais e a iniciativa privada foi fundamental para superar os desafios e impulsionar o desenvolvimento logístico da região. Com a conclusão das obras, espera-se que a BR-163 possa cumprir seu papel de forma mais eficiente, beneficiando não apenas os mato-grossenses, mas também toda a economia nacional.
Andamento das obras
Atualmente a Nova Rota do Oeste atua em quatro frentes de trabalho:
· Duplicação da 1º etapa da Rodovia dos Imigrantes, abrangendo um trecho de 16,3 quilômetros, entre o km 495,9 (Cuiabá) e o km 512,2 (Várzea Grande) na BR-070;
· Retomada da duplicação das pistas entre o km 507 (Diamantino) e o km 593 (Nova Mutum);
· Terraplanagem em preparação à duplicação entre o km 601 (Nova Mutum) e o km 611 (Lucas do Rio Verde);
· Duplicação de 26 km em Sinop e adequação da via existente, além da construção de seis viadutos na região.
Entenda o caso
A Rota do Oeste pertencia a Odebrecht Transport, que não realizou obras na rodovia por sete anos.
Em maio de 2022, o Governo de Mato Grosso e a ANTT assinaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), homologado pelo TCU. Dessa forma, a MT Par se tornou acionista majoritária da Nova Rota do Oeste, o que possibilitou a retomada das obras. O case de sucesso se tornou referência nacional.
O TAC firmado com a ANTT prevê, ao todo, a duplicação de 336 quilômetros da BR-163 e 34 quilômetros de via marginal, além da construção de sete passarelas e viadutos, pontes, trevos e retornos. Ao todo, o investimento previsto é de R$ 7,8 bilhões.
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