• Mundo  •  29/07/2024  •  2 anos atrás

Órgão eleitoral da Venezuela declara vitória de Maduro com 51,21%

Oposição se autodeclara vencedora e diz que vai combater fraude eleitoral

Órgão eleitoral da Venezuela declara vitória de Maduro com 51,21%

Nas eleições, Maduro recebeu 51,2% dos votos, enquanto seu principal opositor, Edmundo González, obteve 44,2%. Com o resultado, Maduro garantirá mais um mandato de seis anos, até 2031. 

Houve comemoração em sua sede de campanha em Caracas, onde ele foi aclamado como o "coração do povo". Sua vitória acontece em meio a críticas sobre a democracia na Venezuela, com países e organizações questionando a legitimidade do processo eleitoral. 

A reeleição de Maduro representa a continuação do chavismo no poder, que começou com Hugo Chávez em 1999. Desde a morte de Chávez em 2013, Maduro permaneceu no cargo.

O grupo de oposição na Venezuela autodeclarou vitória nas eleições presidenciais, alegando que houve fraude no pleito que reelegeu Nicolás Maduro para um terceiro mandato. 

O Conselho Nacional Eleitoral, ligado ao presidente, anunciou a vitória de Maduro com 51,2% dos votos, contra 44,2% de Edmundo González, escolhido para representar a oposição. A líder opositora María Corina Machado denunciou a fraude, alegando que González teria vencido com cerca de 70% dos votos, com base nas atas dos centros de votação. González afirmou que a luta vai continuar. 

Atas de votação obtidas pela CNN mostraram uma vantagem significativa de González sobre Maduro em mesas eleitorais específicas.

Este cenário de contestações eleitorais não é novo na Venezuela, relembrando as eleições de 2013, em que Henrique Capriles também contestou os resultados, levando a protestos e violência nas ruas. O governo alertava sobre a possibilidade de fraude, enquanto a oposição temia que o governo não reconhecesse uma eventual derrota. 

A situação política do país permanece tensa e incerta diante das alegações de fraude e da falta de reconhecimento mútuo dos resultados eleitorais.