MST e militantes de esquerda brasileiros comemoram vitória do ditador Nicolás Maduro
De acordo com os resultados da apuração, Maduro irá permanecer no poder por mais seis anos.
Os movimentos sociais de esquerda no Brasil comemoraram a reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela, destacando-a como uma resistência ao imperialismo. O MST parabenizou a vitória, ressaltando que ela representa a continuidade da luta dos povos latino-americanos contra o imperialismo. Outros 11 grupos de esquerda também emitiram um comunicado conjunto, exaltando a democracia e a transparência do processo eleitoral.
Apesar de críticas ao sistema eleitoral brasileiro feitas por Maduro, as organizações afirmaram que as eleições na Venezuela foram conduzidas de forma transparente, com diversas auditorias e observadores internacionais. O Tribunal Superior Eleitoral brasileiro optou por não enviar observadores. As organizações que assinaram o comunicado de apoio à reeleição de Maduro incluem o MST, a CTB, a UJS, entre outros.
Enquanto os movimentos sociais destacaram a escolha da maioria dos venezuelanos por estabilidade e melhorias nas condições de vida, a oposição contestou os resultados. De acordo com pesquisas de boca de urna, a oposição indicava uma vitória de González, mas o CNE, controlado por Maduro, declarou a reeleição do ditador com 51,2% dos votos.
A opositora María Corina Machado denunciou fraude eleitoral, alegando que as atas liberadas pelo CNE mostram que Gonzáles venceu com 70% dos votos. No entanto, o CNE se recusou a liberar todas as atas, o que gerou contestações e críticas por parte da oposição. A vitória de Maduro foi questionada pelos opositores e levantou debates sobre a legitimidade do processo eleitoral na Venezuela.