Intersexo x transgênero: entenda a diferença de condição de boxeadora que compete nas olimpíadas
Imane Khelif, atleta da Argélia, é uma pessoa intersexo, que é quando a pessoa nasce com o órgão genital feminino, mas têm cromossomos sexuais masculinos
A boxeadora argelina Imane Khelif, competidora nas Olimpíadas de Paris e vencedora da atleta italiana Angela Carini, é uma pessoa intersexo. Ela está sofrendo com desinformação nas redes sociais, com alegações de que ela é transgênero.
Imane Khelif nasceu com órgãos genitais femininos, cromossomos sexuais XY (que determinam o sexo masculino) e níveis de testosterona no sangue compatíveis com o corpo masculino. No entanto, ela se identifica como mulher, o que a difere de uma pessoa transgênero. Isso permite que ela compita na categoria feminina de acordo com o comitê olímpico.
É importante ressaltar que a desistência da italiana Angela Carini da luta em menos de 50 segundos não foi devido à condição de Khelif, mas sim devido a dores no nariz.
A condição de intersexo é abrangente e descreve uma ampla variedade de variações corporais nas características sexuais inatas. Pessoas intersexo têm características sexuais que não se encaixam nas normas médicas e sociais para corpos femininos ou masculinos desde o nascimento.
Essas características podem estar relacionadas a cromossomos, órgãos genitais, hormônios, entre outros. A estimativa da ONU é que entre 0,05% e 1,7% da população mundial nasce intersexo, o que pode representar milhões de pessoas no Brasil.
É importante diferenciar hermafroditismo e intersexualidade. O termo hermafrodita não é mais utilizado por ser considerado pejorativo e limitante. A intersexualidade abrange uma diversidade de manifestações corporais que não se enquadram simplesmente como masculinas ou femininas.
Em resumo, Imane Khelif é uma competidora intersexo que se identifica como mulher, diferenciando-se de uma pessoa transgênero. Sua história destaca a importância de compreender e respeitar a diversidade de experiências de gênero e sexualidade.
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