• Agro  •  12/08/2024  •  2 anos atrás

Inadimplência atinge 7% da população agro no 1° trimestre de 2024, aponta Serasa

Expectativa é de que pedidos de recuperação judicial do setor também avancem após enchentes no RS

Inadimplência atinge 7% da população agro no 1° trimestre de 2024, aponta Serasa

A Serasa está alertando para um possível aumento na inadimplência devido ao clima adverso, especialmente após as recentes enchentes no Rio Grande do Sul. A expectativa é de que os pedidos de recuperação judicial no setor também aumentem. Especialistas recomendam que as pessoas busquem negociação para evitar problemas com as dívidas.

A inadimplência na população rural brasileira que atua como pessoa física aumentou para 7,3% no primeiro trimestre deste ano, um acréscimo de 0,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. No entanto, o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, considera esse aumento relativamente positivo, já que a variação anual foi pequena. Mesmo com os desafios enfrentados pelo setor, como a queda nos preços das commodities, a inadimplência no agronegócio se manteve estável.

O estudo mostra que as instituições financeiras que financiam atividades no campo representam a maior parte da inadimplência, com 6,5%. Já os percentuais de proprietários rurais inadimplentes em outros setores relacionados são bem menores, de 0,1% e 0,2%. Isso inclui uma variedade de produtos e serviços, como agroindústrias, serviços de apoio ao agronegócio e transportes. O cenário direto da cadeia agro mostra um quadro mais otimista em relação à inadimplência, com um percentual quase inexistente nesse segmento.

No primeiro trimestre deste ano, os pequenos proprietários rurais apresentaram o menor percentual de inadimplência, com 6,5%. Houve um leve aumento em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo-se estável. Já os grandes proprietários e aqueles sem registro de cadastro rural tiveram os maiores percentuais, de 9,9% e 9,8%, respectivamente.

Por região agrícola, o Sul teve o menor percentual de inadimplência, com 4,9%, seguido pelo Sudeste e Centro-Oeste Agro. As regiões Norte e Nordeste tiveram os maiores percentuais. O cenário pode mudar devido aos impactos climáticos negativos no Rio Grande do Sul.

Após as enchentes no Rio Grande do Sul, espera-se um aumento nos pedidos de recuperação judicial no setor agropecuário brasileiro. Em 2023, os pedidos de RJ já haviam aumentado significativamente, com 321 pedidos no setor agropecuário. A agroindústria e os atacadistas de insumos lideraram os setores não ligados à produção que buscaram recuperação.

 

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