• Geral  •  24/08/2024  •  2 anos atrás

Fenômeno astrofísico: imagens feitas em Cuiabá mostram explosões simultâneas no sol

Registro foi feito pelo professor do Instituto de Física, da UFMT, usando uma ampliação de 80 vezes, por meio de um telescópio refrator, acoplado com um filtro

Fenômeno astrofísico: imagens feitas em Cuiabá mostram explosões simultâneas no sol
O fenômeno é raro e só acontece a cada 11 anos quando o Sol atinge o pico máximo — Foto: Pablo Munayco Solorzano

Um professor do Instituto de Física da UFMT registrou imagens de explosões solares simultâneas, captadas com um telescópio refrator em Cuiabá. O fenômeno pode ocorrer a qualquer momento, mas é difícil de ser registrado. O filtro Daystar Quark, acoplado ao telescópio, revelou atividades da cromosfera, não visíveis com instrumentos comuns. 

O equipamento avançado permitiu capturar imagens precisas das explosões solares, revelando aspectos da cromosfera. Cada ciclo solar tem cerca de 11 anos, com variações na atividade devido à inversão do campo magnético solar. A previsão para 2025 é um aumento na atividade solar. As imagens foram feitas nos últimos dois meses e o fenômeno pode se repetir a qualquer momento, de acordo com o professor Pablo Munayco Solorzano.

“É um equipamento relativamente caro e, por isso, é raro de achar. É difícil saber se acontecerá [uma supertempestade] mas a alta atividade nos coloca em alerta. Nós conseguimos observar as explosões solares, e das imagens que realizamos de Cuiabá, nenhuma é artificial. Foram todas capturadas com câmera colorida”, contou.

Além disso, Solorzano explicou que o Instituto de Física da UFMT está equipado com uma infraestrutura avançada para a observação astronômica. Entre os recursos disponíveis, destacam-se os modernos telescópios capazes de monitorar com precisão tanto as explosões solares quanto as manchas solares, que não são visíveis a olho nu.

“Também podemos, através de um sistema de câmeras, observar galáxias e nebulosas que também são invisíveis em telescópios comuns”, pontuou.

Solorzano explicou que o impacto das explosões solares na temperatura da Terra é muito sutil, com um aumento de cerca de 0,1°C durante períodos de alta atividade solar. No entanto, as ações humanas têm um efeito muito mais significativo e negativo no clima global, contribuindo para um aumento médio de aproximadamente 1°C na temperatura global. Portanto, apesar do impacto das explosões solares, as atividades humanas continuam sendo a principal causa das mudanças climáticas e dos problemas ambientais em escala global.

"Tem outros estudos publicados pela Nasa que sugerem, não confirmam, que, durante alguns mínimos, a temperatura do planeta poderia diminuir até 0,3 C mas também não aliviaria os efeitos das mudanças climáticas produzidas pelo homem", relatou.

Entenda o fenômeno

A explosão solar é uma liberação intensa de energia no Sol, principalmente em forma de radiação eletromagnética. Elas ocorrem quando o campo magnético solar se reorganiza abruptamente, liberando energia acumulada, especialmente nas regiões de manchas solares. Segundo o professor, mais manchas solares indicam atividade solar mais intensa.


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