Alexandre de Moraes usou o TSE para investigar contratado para obra em sua casa
Essas alegações apontam para o uso de dados sigilosos obtidos através do (TSE) de maneira irregular
Recentemente, surgiram alegações envolvendo o policial militar Wellington Macedo, lotado no gabinete do ministro Alexandre de Moraes no STF, sobre o uso irregular de dados sigilosos obtidos do TSE. Macedo teria usado a estrutura da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE para obter informações confidenciais sobre um prestador de serviços que estava realizando reformas na residência de Moraes. Ele teria consultado dados como endereço, telefone e histórico criminal do indivíduo, acessando um banco de dados da Polícia Civil de São Paulo.
A proteção dos ministros do STF normalmente é gerida pela Secretaria de Segurança do Supremo, podendo contar com apoio da Polícia Federal em casos de ameaças. No entanto, o uso do AEED do TSE por Macedo levanta preocupações sobre a utilização correta dos recursos e as práticas de segurança adotadas.
Mensagens datadas de 24 de fevereiro de 2023 revelam a solicitação de Macedo a Tagliaferro para obter informações sobre um indivíduo envolvido na reforma do apartamento de Moraes. Tagliaferro enviou um relatório detalhado com informações criminais, que Macedo afirmou que repassaria ao chefe. Essas mensagens fazem parte de um grande volume de dados trocados por auxiliares de Moraes, levantando questões sobre a conformidade dos procedimentos.
Além disso, as mensagens indicam que o AEED foi usado como um núcleo alternativo de investigação para o STF, abrangendo temas além das eleições e investigações de interesse do ministro ou seus assessores. Os relatórios gerados pelo AEED eram ajustados para corresponder às expectativas do gabinete do STF, levantando preocupações sobre a adequação desses procedimentos.
As revelações destacam a necessidade de revisar os protocolos e garantir o uso correto dos recursos institucionais. A separação clara das funções entre os órgãos também é essencial para manter a confiança no sistema judiciário brasileiro.
Fonte: Folha de São Paulo
Tudo que virou notícia você confere aqui no Radar 364, Seu novo Portal de Notícias.
➡️ Siga Nosso Canal No WhatsApp